In Memoriam

“Pra falar com animais basta ser sensível e amá-los. Mas só sendo mesmo menino pra falar e ouvi-los responder.” Felipe Escobar

Existem muitas pessoas apaixonadas por animais, muitas mesmo. Mas há algumas que são especiais, pois os reconhecem como parte do todo e que expressam um profundo amor e cuidado por eles. Ricardo era assim.

Amoroso, tinha alma de criança. De riso solto, não havia um só dia em que não levantasse e categoricamente afirmasse: “sou feliz, sou muito feliz!”

Dentre tantas qualidades, Ricardo tinha apenas um “defeito”: ele não conseguia separar o profissional do pessoal. Os clientes saíam de sua sala reconhecendo um excelente profissional e amigo, com quem podiam compartilhar sobre as dores e alegrias dos seus bichinhos.

O trato de Ricardo com os animais não era somente ético e profissional. Ele ia além: tocava e analisava de forma única, sensível, com muito amor, por meio de um atendimento extremamente empático.

A empatia é a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, não sobre nossa ótica, mas sobre a de quem sente, e ver a vida com os olhos do outro. Ela possibilita que a gente sinta e compreenda as dores, visões, aspirações e medos daqueles que estão ao nosso lado. Somado à essa grande capacidade, Ricardo apresentava um forte senso de urgência, superando qualquer obstáculo para cuidar dos animais. Desta forma, todos sempre se sentiam acolhidos por seu afeto e profissionalismo.

Ele era extremamente apaixonado pela ortopedia veterinária! Ricardo podia se debruçar por diversas horas sobre uma mesa de cirurgia, simplesmente para poder ver na alegria de seus pacientes a ausência da dor latente.

Incansável e inspirador, esse inesquecível ser inspirou Michele, que além de médica veterinária, foi também sua sócia, amiga, esposa e parceira, a continuar seguindo o caminho de amor e cuidado pelos animais, dentro e fora da Cevel.

Depoimentos sobre Dr. Ricardo

Ana Lúcia Galbiati

Ana Lúcia Galbiati

“Faltam palavras para falar sobre o Ricardo. Ele não era só um excelente  profissional, mas também uma pessoa excepcional. Sempre foi muito mais do que todos os veterinários que já conheci. Me lembro de um caso de emergência que ele chegou à minha casa primeiro que eu, que voltava de São Paulo. Quando cheguei, ele já tinha resolvido tudo com os meus pets. Para ele, o comprometimento e amor pelos animais estava sempre acima de qualquer valor financeiro. Não perdemos apenas um veterinário, perdemos um grande ser humano.” - Ana Lúcia Galbiati

Roberto Ribela

Roberto Ribela

“Você nos foi um ser mais que especial. Lembro-me quando chegou a Louveira e logo construiu a sua própria clínica ao lado da Michele. Nossos papos repletos de chistes, no velho estilo mineiro, fortaleceram nossas vidas. Ficamos amigos e depois irmãos. Mas o que nos uniu realmente, seu "minerim danado", foi o seu amor pelas minhas meninas, que você cuidou tão bem. Minha Teca, quando você chegava, se transformava e ia te beijar, abraçar e - algumas vezes -  te derrubar. O texto acima é você por inteiro. Eu sinto muito a sua falta, daqueles papos sobre tudo e as nossas narrativas sobre os causos mineiros. Saiba: sempre tive orgulho quando você me chamava de "Paizão"!" - Roberto Ribela

Sueli Martins dos Santos

Sueli Martins dos Santos

“Ricardo foi uma pessoa que nasceu pra ser veterinário, tinha um respeito e amor pelos meus animais que superava tudo. Alguém excepcional, de caráter limpo e maravilhoso e que pensava mais nos animais do que nele mesmo. Devo muito ao Doutor Ricardo, que atendeu diversas vezes meus animais sem cobrar, prestando um atendimento com sua personalidade perto do divino, como só os anjos conseguem. Ele deixou um legado maravilhoso que é a Michele, sua leal discípula. Todos aqui em casa são apaixonados pelo Doutor Ricardo. Nossos dois filhos são veterinários e têm nele uma inspiração profissional e de vida. Sinto muito amor e gratidão por Michele e por todos da Cevel.” - Sueli Martins dos Santos

“Só de pensar, tenho vontade de chorar. Eu tinha duas cachorras, uma delas, a Dara, estava com 21 anos e Ricardo era quem cuidava. No nosso primeiro contato, já percebi o seu carisma e amor. Ele era mais do que um médico, era um filho. Na verdade, era tudo. A sua perda foi irreparável. O meu alívio é ver que a Michele continua com a Cevel e mantém todo amor que sempre existiu ali. Até hoje digo "vou levar Baballo no Ricardo". Ele era um gigante, muito amável e alegre. Ricardo foi e é especial.  Sinto como se ele estivesse viajando e fosse chegar a qualquer momento." - Elizabeth Terra